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<oembed><version>1.0</version><provider_name>Editora do Conhecimento</provider_name><provider_url>https://edconhecimento.com.br/es</provider_url><author_name>conhecimento@edconhecimento.com.br</author_name><author_url>https://edconhecimento.com.br/es/author/adminargoclientes-pt/</author_url><title>Jack London - Editora do Conhecimento</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="nhKAW5Ch5i"&gt;&lt;a href="https://edconhecimento.com.br/es/autores/jack-london/"&gt;Jack London&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://edconhecimento.com.br/es/autores/jack-london/embed/#?secret=nhKAW5Ch5i" width="600" height="338" title="&#x201C;Jack London&#x201D; &#x2014; Editora do Conhecimento" data-secret="nhKAW5Ch5i" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script&gt;
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Na verdade, London pretendia escapar da vida dura de &#x201C;burro de carga&#x201D;, conforme dizia. E realmente conseguiu ganhar dinheiro &#x2013; em uma semana, ganhava mais do que viria a receber, futuramente, durante um ano inteiro como escritor em in&#xED;cio de carreira. Mas renunciou ao of&#xED;cio de pescador pelo risco iminente de ser preso, o que acabou acontecendo mais tarde em Niagara Falls, sob a alega&#xE7;&#xE3;o de vadiagem. Jack London exerceu muitas &#x201C;profiss&#xF5;es&#x201D;, mas, ao mesmo tempo em que se descobria um homem sem profiss&#xE3;o definida, alimentava uma curiosidade aparentemente insaci&#xE1;vel: lia tudo o que lhe ca&#xED;a nas m&#xE3;os, de Nietzche a Babeuf, com direito aos cl&#xE1;ssicos de Fourier e Proudhon, at&#xE9; que teve acesso ao Manifesto Comunista de Marx e Engels e converteu-se &#xE0; causa oper&#xE1;ria, cultivando um socialismo para uso pr&#xF3;prio &#x2013; curiosa mistura de luta de classes, conceitos nietzchianos e cren&#xE7;a na superioridade dos anglo-sax&#xF5;es sobre o restante da humanidade. Ficou conhecido por sua orat&#xF3;ria nas ruas e participa&#xE7;&#xE3;o em marchas de protesto de desempregados. Sua personalidade agitada n&#xE3;o conseguiu segur&#xE1;-lo por mais que alguns meses na Universidade da Calif&#xF3;rnia, em Berkeley, pois &#x201C;a busca, sem paix&#xE3;o, de um conhecimento sem paix&#xE3;o&#x201D; o entediava. Ent&#xE3;o, aos 21 anos, no auge da &#x201C;febre do ouro&#x201D; no Alaska, decidiu tornar-se garimpeiro e partiu a bordo do SS Umatila, acompanhado e patrocinado por um cunhado que era capit&#xE3;o. Depois de um m&#xEA;s de prospec&#xE7;&#xE3;o de ouro, fixou-se em Henderson Creek, numa cabana, e ficou conhecido entre os garimpeiros por sua boa fama de contador de hist&#xF3;rias. No ano seguinte, come&#xE7;ou a apresentar s&#xE9;rios sintomas de escorbuto, em raz&#xE3;o da escassez de frutas e vegetais frescos naquela regi&#xE3;o. Como n&#xE3;o conseguia mais trabalhar e precisava seriamente de assist&#xEA;ncia m&#xE9;dica, decidiu voltar para casa. Mesmo doente remou por 1500 milhas ao longo do rio Yukon, num pequeno barco, at&#xE9; chegar a Saint Michael, onde tomaria um navio. Uma insaci&#xE1;vel vontade de viver, um indom&#xE1;vel esp&#xED;rito de explora&#xE7;&#xE3;o e uma incans&#xE1;vel busca de horizontes e experi&#xEA;ncias novas moveram Jack London em sua trajet&#xF3;ria de vida. Sua estada no Alaska, embora n&#xE3;o o tivesse tornado um homem rico, como pretendia, representou um fil&#xE3;o precioso de material para algumas de suas futuras e mais famosas hist&#xF3;rias: The Call of the Wild (O Chamado da Selva), White Fang (Caninos Brancos) e Burning Daylight (Sol Ardente). Em seu retorno a Oakland, descobriu que o padrasto havia falecido. Ent&#xE3;o, a reponsabilidade de sustentar a m&#xE3;e e um sobrinho o levou a procurar emprego fixo. Sem sucesso e desesperado, vendeu o que p&#xF4;de de seus pertences e, finalmente, come&#xE7;ou a escrever. Embora fosse talentoso, s&#xF3; conseguiu vender seu primeiro conto, uma hist&#xF3;ria do Alaska intitulada To the Man on Trail, depois de batalhar muito. Foi, ent&#xE3;o, o in&#xED;cio de sua carreira como escritor. A partir da&#xED;, com obstinada decis&#xE3;o, estabeleceu para si a meta de escrever, no m&#xED;nimo, mil palavras por dia. Assim procedendo, conseguiu produzir in&#xFA;meras obras e artigos sobre temas variados durante dezesseis anos. Em 1900, publicou seu primeiro livro &#x2013; The Son of the Wolf (O Filho do Lobo). Nesse mesmo ano, casou-se com Bess Maddern, movido mais pelo sentimento de companheirismo do que propriamente por amor. Com ela, teve duas filhas, Joan e Bess, mas divorciou-se tr&#xEA;s anos depois. Em 1905, casou-se com Charmian Kittredge, sua secret&#xE1;ria; desta vez por amor. Parceira de suas in&#xFA;meras viagens, projetos e aventuras, ela serviu de inspira&#xE7;&#xE3;o para muitas de suas personagens femininas. Incentivada por ele, Charmian tamb&#xE9;m escreveu suas pr&#xF3;prias obras &#x2013; The Log of the Snark, Our Hawaii e The Book of Jack London &#x2013; tr&#xEA;s livros sobre sua vida e suas experi&#xEA;ncias. Na companhia de Charmian, London obteve certa estabilidade e, a partir de ent&#xE3;o, publicou os romances que lhe trouxeram fama definitiva &#x2013; O Chamado da Selva, em 1905, Caninos Brancos, em 1906, e Sol Ardente, em 1910. Em 1907, embarcou com a mulher para uma viagem ao redor do mundo, pelo Pac&#xED;fico, num pequeno barco chamado Snark. Embora n&#xE3;o tenha completado a turn&#xEA;, chegou &#xE0; Austr&#xE1;lia e aos Mares do Sul em 27 meses e obteve preciso material para romances e contos sobre as culturas da Polin&#xE9;sia e da Melan&#xE9;sia, como The Cruise of the Snark (O Cruzeiro do Snark), lan&#xE7;ado em 1911. Contribuiu para quebrar o preconceito contra a lepra, ao mesmo tempo em que popularizou o Hava&#xED; como ponto tur&#xED;stico. Jack London foi um dos escritores americanos mais populares, mais lidos e mais bem remunerados de sua &#xE9;poca; foi uma celebridade que freq&#xFC;entava assiduamente os notici&#xE1;rios com sua brilhante e controvertida personalidade. Normalmente bem-humorado e brincalh&#xE3;o, ele sabia ser combativo quando necess&#xE1;rio, e se colocava sempre ao lado da parte mais fraca contra a injusti&#xE7;a e a opress&#xE3;o de qualquer tipo. Era um orador eloq&#xFC;ente e usava a tribuna para defender o socialismo, o voto feminino e outras quest&#xF5;es sociais. Esta sua posi&#xE7;&#xE3;o mais amadurecida provavelmente foi resultado do tempo em que ele se dedicou ao estudo das condi&#xE7;&#xF5;es de vida dos trabalhadores e da popula&#xE7;&#xE3;o pobre de East End, na Inglaterra, e que lhe rendeu a produ&#xE7;&#xE3;o da obra The People of the Abyss (O Povo do Abismo), em 1903, sucesso nos Estados Unidos e, compreensivelmente, objeto de cr&#xED;tica na Inglaterra. Apesar de posicionar-se como um socialista fervoroso, London n&#xE3;o deixou de obter e usufruir do sucesso no mundo capitalista. Em 1905, decidiu estabelecer-se</description></oembed>
