{"id":157,"date":"2011-05-03T20:13:05","date_gmt":"2011-05-03T20:13:05","guid":{"rendered":"https:\/\/edconhecimento.com.br\/?page_id=157"},"modified":"2011-05-03T20:14:59","modified_gmt":"2011-05-03T20:14:59","slug":"conceitos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/edconhecimento.com.br\/es\/conceitos\/","title":{"rendered":"Conceitos"},"content":{"rendered":"<p><center><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"..\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ramatis.jpg\" border=\"0\" width=\"200\" height=\"283\" style=\"border: 1px solid #CCCCCC; padding: 5px; margin-top: 0;\" \/><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\nAs nossas mensagens n\u00e3o s\u00e3o imposi\u00e7\u00f5es, mas ofertas de boa-vontade; cada um que as prefira conforme a sua capacidade mental e o seu diapas\u00e3o espiritual, sem, entretanto, subestimar as experi\u00eancias naturais de outros seres.<br \/>\n<br \/>\nO homem n\u00e3o cumpre os mandamentos do Pai quando cultua s\u00f3 aquilo que o agrada e hostiliza sempre o que lhe \u00e9 antip\u00e1tico.\n<\/p>\n<h3Cenceitos<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Gostar\u00edamos de vos ouvir quanto \u00e0s variadas aprecia\u00e7\u00f5es que t\u00eam despertado as vossas mensagens medi\u00fanicas. Para isso, contamos com o vosso esp\u00edrito tolerante e isento de suscetibilidades t\u00e3o comuns \u00e0 nossa humanidade. <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Consideramos de boa \u00e9tica essa vossa disposi\u00e7\u00e3o, pois os labores que cumprimos tamb\u00e9m s\u00e3o inspirados por almas superiores \u00e0 nossa exig\u00fcidade espiritual. N\u00e3o podemos alimentar suscetibilidades nas indaga\u00e7\u00f5es justas; tudo faremos, tanto para contentar os que nos censuram, como os que se afinizam com a nossa \u00edndole psicol\u00f3gica. Reconhecemos a impossibilidade de satisfazer a todos, coisa que nem o nosso amado Mestre Jesus conseguiu realizar no vosso mundo. A cr\u00edtica ao nosso labor \u00e9 um direito com o qual concordamos prontamente, e \u00e9 justo que cada um procure aquilo que deseja.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; As opini\u00f5es, sobre as vossas comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas variam muito, principalmente quanto a vos situarem num labor doutrin\u00e1rio definido. Uns classificam-vos como entidade esp\u00edrita kardecista; alguns dizem que sois umbandista; outros vos consideram simp\u00e1tico \u00e0s sociedades teos\u00f3ficas ou aos labores esoteristas. Existem, ainda, os que afirmam que sois excentricamente devotado \u00e0 escol\u00e1stica hindu. Queixam-se certos confrades do vosso ecletismo embara\u00e7ante. Que nos dizeis? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; N\u00e3o procuramos classifica\u00e7\u00e3o em nenhuma doutrina, mas a compreens\u00e3o daqueles que consideram as seitas religiosas como verrugas no corpo do Cristo. Nossos prop\u00f3sitos objetivam a aproxima\u00e7\u00e3o cr\u00edstica entre os valores doutrin\u00e1rios de todos os espiritualistas de boa-vontade. O Cristo \u00e9 um estado pleno de amor e de associa\u00e7\u00e3o divina; \u00e9 radiosa fisionomia espiritual destitu\u00edda de rugas sect\u00e1rias. \u00c9 princ\u00edpio de nutri\u00e7\u00e3o c\u00f3smica para todas as almas, amor entre os seres e coes\u00e3o entre os astros. A verdade cr\u00edstica n\u00e3o pode ser segregada por ningu\u00e9m; \u00e9 um estado permanente de procura e de ansiedade espiritual, bem distante dos inv\u00f3lucros estandardizados. Qualquer sistema ou seita religiosa que se considere o melhor pesquisador da Verdade \u00e9 apenas mais um concorrente presun\u00e7oso entre os milhares de credos isolacionistas do mundo. O fanatismo, que \u00e9 pr\u00f3prio do homem inculto, feroz e destrutivo, tamb\u00e9m se afidalga nas vestes respeit\u00e1veis do cientista, do fil\u00f3sofo ou do intelectual j\u00e1 consagrado no academismo do mundo. A teimosia sistem\u00e1tica, mesmo sob a l\u00f3gica cient\u00edfica, \u00e9 sempre um \u00edndice de fanatismo, que cria disposi\u00e7\u00e3o adversa \u00e0 maturidade dos conceitos novos. O jardineiro progressista estuda e experimenta sempre os novos esp\u00e9cimes, antes de negar-lhes os novos valores est\u00e9ticos. Em conseq\u00fc\u00eancia, n\u00e3o vos preocupeis em nos situarem neste ou naquele postulado religioso ou filos\u00f3fico; preferimos, antes, a condi\u00e7\u00e3o singela de noticiarista sem compromisso dogm\u00e1tico.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Acusam-vos alguns esp\u00edritas de n\u00e3o serdes entidade exclusivamente devotada aos princ\u00edpios da doutrina de Kardec. <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Apenas evitamos a exclusividade que exalta os caprichos e as teimosias sectaristas e contraria o dinamismo da vida espiritual. \u00c9 de senso comum que mediunismo difere muito de espiritismo; o primeiro \u00e9 uma faculdade independente de doutrinas ou de religi\u00e3o; o segundo, doutrina codificada por Allan Kardec, cuja finalidade \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o do homem dos dogmas asfixiantes. O Espiritismo \u00e9 o conjunto de leis morais que disciplina as rela\u00e7\u00f5es desse mediunismo entre o plano vis\u00edvel e o invis\u00edvel e coordena tamb\u00e9m o progresso espiritual dos seus adeptos. Os fen\u00f4menos medi\u00fanicos come\u00e7aram a ocorrer muito antes da doutrina esp\u00edrita e podem se suceder independentemente de sua exist\u00eancia. A literatura medi\u00fanica \u00e9 pr\u00f3diga em vos comprovar a quantidade de sensitivos que recepcionam mensagens daqui, embora n\u00e3o operem diretamente sob a inspira\u00e7\u00e3o do Espiritismo codificado por Kardec. Podereis encontr\u00e1-los nos c\u00edrculos esot\u00e9ricos, nas reuni\u00f5es teos\u00f3ficas, nas fraternidades rosa-cruz, nas comunidades protestantes e nos pr\u00f3prios agrupamentos cat\u00f3licos. Independentemente da codifica\u00e7\u00e3o kardeciana, foram recebidas do Espa\u00e7o as importantes &#8220;Cartas de Medita\u00e7\u00f5es&#8221; e &#8220;Luz da Alma&#8221;, ditadas pelo instrutor tibetano a Alice A. Bailey; as missivas a Helena Blavatsky, dos mestres Moria e K. H.; as &#8220;Cartas do Outro Mudo&#8221;, ditadas a Elza Barker por um magistrado ingl\u00eas desencarnado; a &#8220;Luz no Caminho&#8221; a Mabel Collins; as mensagens do Padre Marchal a Ana de G.; o &#8220;Mundo Oculto&#8221; inspirado a M. Sinnett; a &#8220;A Vida Al\u00e9m do V\u00e9u&#8221;, ao pastor protestante Rev. G. Vale Owen. As in\u00e9ditas experimenta\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas de Eduardo Van Der Naillen, entre os Mayas &#8211; que ignoravam o Espiritismo &#8211; originaram a &#8220;Grande Mensagem&#8221;, obra admir\u00e1vel como reposit\u00f3rio de conhecimentos do Al\u00e9m; C. H. Leadbeater, bispo anglicano e um dos esteios da Sociedade Teos\u00f3fica, revelou poderosas faculdades de clarivid\u00eancia, sem contacto com o kardecismo. No vosso s\u00e9culo, Pietro Ubaldi, Ergos, Ermibuda e outros entregam-vos mensagens de inspira\u00e7\u00e3o medi\u00fanica, embora sem o selo da ins\u00edgnia esp\u00edrita. Os profetas eram m\u00e9diuns poderosos: Isa\u00edas, Daniel, Ezequiel, Jeremias, Jonas, Naum, Habacuc e outros, iluminavam as narrativas b\u00edblicas com os seus poderes medi\u00fanicos: Mois\u00e9s hipnotizou a serpente e a transformou num bast\u00e3o, fazendo-a reviver diante do Fara\u00f3 surpreendido; sabia extrair ectoplasma \u00e0 luz do dia; praticava levita\u00e7\u00f5es, transportes, e produziu chagas no corpo, curando-as rapidamente. Realizando a mais assombrosa hipnose da Hist\u00f3ria, usou o povo eg\u00edpcio como &#8220;suject&#8221; e o fez ver o rio Nilo a correr como sangue; atuando nas for\u00e7as vivas da Natureza, Mois\u00e9s semeava o fogo em torno de si, cercando-se da &#8220;sar\u00e7a ardente&#8221;, e punha em fuga os soldados escolhidos para mat\u00e1-lo. Na esfera cat\u00f3lica, Terezinha via o sublime Senhor nimbado de luz. Francisco de Assis revelava as chagas de Jesus; Ant\u00f4nio de P\u00e1dua transportava-se em esp\u00edrito, de Portugal \u00e0 Espanha, para salvar o pai inocente; Dom Bosco, em transe psicom\u00e9trico, revia Jesus na inf\u00e2ncia; Vicente de Paula extinguia \u00falceras \u00e0 simples imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os e S\u00e3o Roque curava \u00e0 lepra a for\u00e7a de ora\u00e7\u00f5es. Tereza Neumann, no vosso s\u00e9culo, apresenta os estigmas da crucifica\u00e7\u00e3o, e alguns sacerdotes cat\u00f3licos se tornam curandeiros milagrosos sob a terap\u00eautica dos benzimentos. Entretanto, nenhum desses consagrados seres da hist\u00f3ria religiosa era esp\u00edrita, na acep\u00e7\u00e3o do voc\u00e1bulo, embora todos fossem m\u00e9diuns, o que ignoravam! Eis pois, o porqu\u00ea de n\u00e3o carecermos assumir responsabilidade doutrin\u00e1ria exclusivamente kardecista ou, isoladamente, em outra nobre institui\u00e7\u00e3o, porquanto esse exclusivismo de modo algum ampliaria as nossas id\u00e9ias. Estas justificar-se-\u00e3o por si mesmas, independentemente de qualquer particularismo redutivo.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Esses confrades temem que a divulga\u00e7\u00e3o acentuada de vossas mensagens possa desviar do roteiro progressivo os novos adeptos esp\u00edritas. Consideram prematura a preocupa\u00e7\u00e3o com os conceitos heterog\u00eaneos de vossas comunica\u00e7\u00f5es, antes que possuam o entendimento puro do espiritismo. Esta concep\u00e7\u00e3o est\u00e1 certa? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Embora n\u00e3o nos situemos na \u00e1rea codificada do kardecismo, reconhecemos este como a doutrina evolutiva que melhor atende \u00e0s necessidades espirituais da humanidade terr\u00edcola, em seu conjunto geral. \u00c9 a s\u00edntese popular da Verdade Oculta e o mais eficiente caminho de ascens\u00e3o espiritual para a mente ocidentalista. Allan Kardec, corajosamente, ergueu a ponta do &#8220;V\u00e9u de \u00cdsis&#8221;; abriu a porta da inicia\u00e7\u00e3o em comum e revelou a preliminar do C\u00e9u. Ap\u00f3s fatigante labor, atrav\u00e9s de mil\u00eanios, em contacto com todos os esfor\u00e7os inici\u00e1ticos, codificou os valores suficientes para libertar o homem da &#8220;roda das reencarna\u00e7\u00f5es&#8221;. A disposi\u00e7\u00e3o ferrenha de muitos disc\u00edpulos, que fossilizam os conceitos din\u00e2micos do Espiritismo e os transformam em senten\u00e7as r\u00edgidas no &#8220;espa\u00e7o&#8221; e no &#8220;tempo&#8221;, \u00e9 que tra\u00e7a fronteiras separatistas e contr\u00e1rias \u00e0 din\u00e2mica evolutiva da doutrina. Muitas desilus\u00f5es fraternas que os rec\u00e9m-chegados recebem dos &#8220;tradicionais&#8221; terminam afastando-os para certos erotismos e sincretismos embara\u00e7antes. O Espiritismo \u00e9 essencialmente evolutivo, mas os seus adeptos, desavisados da realidade funcional dos seus postulados, tornam-no let\u00e1rgico com o sistema de afirma\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica. O Evangelho, que \u00e9 a verdadeira garantia cr\u00edstica do Espiritismo, ainda n\u00e3o foi bem compreendido pela maioria dos seus disc\u00edpulos. Raros s\u00e3o os que n\u00e3o confundem o sentido cr\u00edstico do Evangelho com o sentido espir\u00edtico de afirma\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria separatista, firmado nos pontos de vista isolados e contr\u00e1rios \u00e0 harmonia fraterna. Essa preocupa\u00e7\u00e3o purista, que invocais, fortifica, realmente, a doutrina como configura\u00e7\u00e3o sectarista, mas reduz-lhe a amplitude evang\u00e9lica, que deve ser sempre a base da &#8220;Terceira Revela\u00e7\u00e3o&#8221;. Muitos esp\u00edritas revivem, em modernas sublima\u00e7\u00f5es, os dogmas dos velhos credos que esposaram nesta ou em reencarna\u00e7\u00f5es passadas. Revelam novamente, no meio esp\u00edrita, a mesma intoler\u00e2ncia religiosa, a sisudez, pessimista e a m\u00e1 disposi\u00e7\u00e3o para com as id\u00e9ias e labores que ultrapassam as fronteiras de suas convic\u00e7\u00f5es e simpatias. Reproduzem sob novos aspectos doutrin\u00e1rios, embora mais cultos, a mesma excomunga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do passado.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Afirmam alguns que a dissocia\u00e7\u00e3o que podeis provocar no seio do kardecismo ser\u00e1 devido ao fato de propagardes por via medi\u00fanica os princ\u00edpios e os conceitos de seitas e institui\u00e7\u00f5es adversas \u00e0 singeleza do Espiritismo. <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; O perigo de dissolu\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria ante esses conceitos adversos h\u00e1 de desaparecer, se estiverdes plenamente convictos e integrados nos pr\u00f3prios postulados kardecistas que aceitais. S\u00f3 a convic\u00e7\u00e3o absoluta pode afian\u00e7ar a &#8220;f\u00e9 que remove montanhas&#8221;. Se temeis essa dissolu\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria, \u00e9 porque ainda n\u00e3o tendes f\u00e9 absoluta no que admitistes; se assim n\u00e3o fora, o vosso temor seria infantil. A debilidade de vossas convic\u00e7\u00f5es tornar\u00e1 o kardecismo t\u00e3o desamparado diante de nossas mensagens quanto diante de todas as demais comunica\u00e7\u00f5es que nos sucederem. S\u00f3 a neglig\u00eancia e a inc\u00faria dos seus disc\u00edpulos \u00e9 que permitir\u00e3o que seja tisnada a pureza inici\u00e1tica dos princ\u00edpios de Kardec. Necessitareis, ent\u00e3o, da f\u00e9 sincera e vigorosa que sempre impediu as dissolu\u00e7\u00f5es e as promiscuidades em quaisquer setores altru\u00edsticos do vosso mundo. \u00c9 a f\u00e9 irredut\u00edvel dos protestantes que os imuniza contra as infiltra\u00e7\u00f5es estranhas \u00e0s suas congrega\u00e7\u00f5es; \u00e9 a f\u00e9 absoluta dos santos que os livra da sedu\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria; \u00e9 a f\u00e9 nos seus postulados morais que mant\u00e9m alguns povos europeus em neutralidade pac\u00edfica no seio das na\u00e7\u00f5es belicosas. Apesar das influ\u00eancias heterog\u00eaneas da \u00e9poca, Mozart, Bach e Beethovem conservaram a pureza inici\u00e1tica de suas composi\u00e7\u00f5es musicais; embora vicejassem numerosos arremedos de pintores, n\u00e3o se tisnaram a beleza e a pureza da pintura de Rubens, de Da Vinci, de Ticiano ou de Rembrandt! Apesar da lubricidade que ainda impera em alguns conventos religiosos, muitos frades e freiras s\u00e3o c\u00f3pias vivas de um Francisco de Assis, de uma Tereza d&#8217;Avila. Mau grado as promiscuidades imorais que pululam na sociedade e a desonestidade que corr\u00f3i a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, in\u00fameros caracteres se conservam \u00edntegros no seio dessas influ\u00eancias dissolventes. Naturalmente, s\u00f3 uma f\u00e9 viva, cont\u00ednua e forte, sustenta qualquer ideal, e essa esp\u00e9cie de f\u00e9 \u00e9 que recomendamos que os esp\u00edritas tenham para com a consagrada doutrina codificada por Allan Kardec. Se assim fizerem &#8211; n\u00e3o opomos d\u00favida &#8211; ser\u00e3o infantis todos os temores \u00e0s nossas mensagens dissociativas.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Alegam outros que as vossas mensagens geram confus\u00e3o entre os esp\u00edritas, porque estes se deixam fascinar pelo exotismo exterior, e se perturbam com o conte\u00fado, que n\u00e3o se afina com a doutrina esp\u00edrita.<\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Tornamos a repetir: N\u00e3o est\u00e1 em nossas mensagens essa probabilidade perturbadora, mas sim naqueles que ainda est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es eletivas para serem perturbados ou v\u00edtimas de confus\u00e3o. O esp\u00edrito humano \u00e9 dotado de raz\u00e3o e de sentimento; quando a raz\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 suficientemente desenvolvida para proteg\u00ea-lo da perturba\u00e7\u00e3o, que o salve &#8211; pelo menos &#8211; o sentimento crist\u00e3o. Se n\u00e3o existe a garantia espiritual de qualquer um desses atributos, como quereis evitar a perturba\u00e7\u00e3o? Inegavelmente, ainda sereis os candidatos e as v\u00edtimas de todas as influ\u00eancias e sugest\u00f5es exteriores. Se viverdes em confus\u00e3o convosco, naturalmente estareis em confus\u00e3o com tudo o que pesquisardes, quer sejam as nossas mensagens, quer sejam as comunica\u00e7\u00f5es de outros Esp\u00edritos mais elevados. N\u00e3o conhecemos doutrina mais pura e santificante do que o Evangelho de Jesus; no entanto, ireis responsabilizar o Divino Mestre pela confus\u00e3o que os homens fizeram com os seus aben\u00e7oados ensinamentos? N\u00e3o foi o seu Evangelho, mas as confus\u00f5es humanas que assassinaram os infi\u00e9is nas impiedosas cruzadas da Idade M\u00e9dia; que armaram odiosas fogueiras e criaram as tenebrosas torturas da Inquisi\u00e7\u00e3o; que trucidaram indefesos huguenotes na sangrenta Noite de S\u00e3o Bartolomeu. Ainda sob a \u00e9gide do Evangelho, a confus\u00e3o humana queimou Joana D&#8217;Arc, Jo\u00e3o Huss, Giordano Bruno, e atualmente ainda consagra os instrumentos de morte para as guerras fratricidas! Lamentamos que as nossas mensagens possam criar confus\u00f5es \u00e0 pureza inici\u00e1tica esp\u00edrita, do mesmo modo que lamentamos seja culpado o Evangelho pelas atrocidades humanas! A dinamite destinada ao servi\u00e7o pac\u00edfico das edifica\u00e7\u00f5es humanas ainda a usais, devido \u00e0 vossa confus\u00e3o, como agente de morte; a embarca\u00e7\u00e3o idealizada para a confraterniza\u00e7\u00e3o entre os povos serve-vos como cruzadores, submarinos e canhoneiras mort\u00edferas; o avi\u00e3o, ideal de fraternidade, a confus\u00e3o o transformou na terr\u00edvel ave semeadora de ru\u00ednas e crueldades. A energia at\u00f4mica, pac\u00edfica em Marte, \u00e9 no vosso mundo elemento feito para derreter os corpos nascidos para o amor e para a vida. A confus\u00e3o, na realidade, depende do destino que derdes \u00e0s coisas que ledes, que inventais ou que descobris, provando que ainda vos falta o verdadeiro discernimento dos objetivos idealizados por Deus!<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Afirma-se que os &#8220;velhos esp\u00edritas&#8221;, conservadores da \u00e9tica kardecista, s\u00e3o menos simp\u00e1ticos \u00e0s vossas mensagens. Que dizeis? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; \u00c9 muito natural que assim suceda. As \u00e9pocas de renova\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, assim como as de renascimento espiritual, provocam sempre maior relevo na cl\u00e1ssica posi\u00e7\u00e3o de &#8220;mo\u00e7os&#8221; e &#8220;velhos&#8221;, embora as id\u00e9ias novas sejam as mesmas id\u00e9ias velhas sob atraente vestu\u00e1rio moderno. Os mo\u00e7os de hoje, concomitantemente os velhos de amanh\u00e3, tamb\u00e9m h\u00e3o de oferecer resist\u00eancia teimosa aos novos valores que surgirem no futuro, sob o imp\u00e9rio da evolu\u00e7\u00e3o. Na pintura, na filosofia, na m\u00fasica, na ci\u00eancia e na pr\u00f3pria ind\u00fastria, sempre se digladiaram essas duas condi\u00e7\u00f5es distintas: velhos e mo\u00e7os. No entanto, embora se situem em extremos antag\u00f4nicos, s\u00e3o duas for\u00e7as que disciplinam a evolu\u00e7\u00e3o; tanto os mo\u00e7os entusiastas como os velhos ponderados atendem aos imperativos naturais da vida progressista. Os primeiros, idealistas, corajosos, tra\u00e7am os rumos do futuro, e os segundos, conservadores, prudentes, tolhem seus passos quanto aos excessos prejudiciais. Disciplina-se a imprud\u00eancia excessiva do mo\u00e7o pela experi\u00eancia sensata e orientadora do velho. E diante de assuntos como o &#8220;Ju\u00edzo Final&#8221; ou o &#8220;Fim do Mundo&#8221;, ainda mais se acentuar\u00e1 o conflito entre as velhas e as novas id\u00e9ias, instigadas pela afirma\u00e7\u00e3o pessoal de cada grupo \u00e0 parte. Se os velhos esp\u00edritas s\u00e3o menos simp\u00e1ticos \u00e0s nossas comunica\u00e7\u00f5es, deveis concluir que, realmente, n\u00e3o estamos transmitindo mensagens para conjuntos exclusivos ou para adeptos que nos lisonjeiem. O nosso esfor\u00e7o \u00e9 de car\u00e1ter geral. Estamos ditando para al\u00e9m da efervesc\u00eancia moral que j\u00e1 estais vivendo; s\u00f3 os eletivos \u00e0 nossa \u00edndole espiritual \u00e9 que nos sentem no momento, sem a exig\u00eancia f\u00e9rrea de primeiro nos compreenderem.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; H\u00e1 os que afirmam que as vossas mensagens s\u00e3o destitu\u00eddas de qualquer proveito; outros h\u00e1 que v\u00eaem nelas uma associa\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias do m\u00e9dium, ou seja puro animismo. Que podeis nos esclarecer? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Se estes relatos forem fruto de puro animismo do m\u00e9dium, independentemente de nossa a\u00e7\u00e3o espiritual, cabe-lhe o indiscut\u00edvel m\u00e9rito de nos haver interpretado a contento, evocando o sentido cr\u00edstico em que realmente desejar\u00edamos situar as nossas comunica\u00e7\u00f5es. Quanto ao sentido proveitoso, depende, naturalmente, do pr\u00f3prio leitor, a quem cumpre tirar as ila\u00e7\u00f5es construtivas ou rejeitar as afirma\u00e7\u00f5es que suponha perniciosas. O lavrador inteligente sabe que o mais opulento feixe de trigo pede a separa\u00e7\u00e3o cuidadosa do joio. Recordamos, a prop\u00f3sito, aquele sentimento elevado que Jesus revelou diante do c\u00e3o putrefato, ante a repugn\u00e2ncia dos ap\u00f3stolos, quando enalteceu a brancura dos dentes do animal e os comparou a p\u00e9rolas preciosas! A Terra tamb\u00e9m vos oferece in\u00fameras mensagens vivas, das quais podereis extrair ila\u00e7\u00f5es proveitosas ou destrutivas. O mesmo ars\u00eanico que os B\u00f3rgias empregavam para assassinar os seus desafetos, a medicina aproveita para o tratamento da ameb\u00edase e do sangue. A cicuta, que mata, cura as convuls\u00f5es rebeldes quando aplicada em doses homeop\u00e1ticas; o escalpelo do homicida, nas m\u00e3os do cirurgi\u00e3o, \u00e9 instrumento que prolonga a vida. Sob o toque da magia divina de Deus, o monturo f\u00e9tido se transforma em roseiral florido e perfumado. A serventia que dormita no seio de todas as coisas criadas pelo Onipotente exige que a boa inten\u00e7\u00e3o a saiba aproveitar no sentido ben\u00e9fico \u00e0 vida. Estas mensagens tamb\u00e9m cont\u00eam um sentido oportuno; cabe ao leitor encontrar os objetivos sadios.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Soubemos, tamb\u00e9m, que atribuem falta de proveito \u00e0s vossas mensagens, sob alega\u00e7\u00e3o de serem absurdas e fantasistas. Qual a vossa opini\u00e3o? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; H\u00e1 que distinguir sempre entre o sentido ben\u00e9fico que pode existir oculto na fantasia e o mal\u00e9fico disfar\u00e7ado no cientificismo mais rigoroso. Antigamente, a inf\u00e2ncia terr\u00edcola se deliciava com as hist\u00f3rias da Carochinha, em que os pr\u00edncipes, as fadas e os g\u00eanios bons sempre venciam as feiticeiras, os gigantes maus e os lobos ferozes. Era o triunfo absoluto do Bem sobre o Mal. As narrativas fant\u00e1sticas limitavam-se a despertar a aten\u00e7\u00e3o para a exposi\u00e7\u00e3o da virtude moral, onde a bondade, a inoc\u00eancia e a honestidade eram fartamente glorificadas. As vov\u00f3s reinavam, absolutas, nos velhos lares, narrando ao p\u00e9 do fogo as fantasias que davam sublime dire\u00e7\u00e3o espiritual ao subconsciente das crian\u00e7as. No entanto, o esp\u00edrito cient\u00edfico e positivo do s\u00e9culo at\u00f4mico requer severas exig\u00eancias ao c\u00e9rebro do escritor moderno, a fim de exterminar o excesso de fantasia da mente infantil. Interveio e imp\u00f4s a sua l\u00f3gica matem\u00e1tica; motorizou o tapete voador; considerou absurda a vida do Pinocchio; aposentou Gulliver e liquidou o encantador pa\u00eds de Liliput. O velho gato de botas teve cassada a sua licen\u00e7a de turista inveterado e o chapeuzinho vermelho aguarda a maioridade para enfrentar o lobo mau. O gigante do &#8220;p\u00e9 de feij\u00e3o&#8221; ficou estigmatizado como uma v\u00edtima da gl\u00e2ndula hipofis\u00e1ria e proibiu-se a velha alquimia dos magos, que transformava pr\u00edncipes em cisnes e princesas em borboletas. A moderna Branca de Neve, atarefada com refrigeradores, fog\u00f5es el\u00e9tricos e assadeiras autom\u00e1ticas, olvidou os sete an\u00f5es, que passaram a constituir casos exc\u00eantricos de dist\u00farbios end\u00f3crinos! Gra\u00e7as, pois, \u00e0 meticulosidade cient\u00edfica do s\u00e9culo atomizado, foram derrotados os velhos personagens das leituras fant\u00e1sticas e substitu\u00eddos por tipos ferozes, homicidas, que acionam metralhadoras eletr\u00f4nicas e pretendem o dom\u00ednio continental. Est\u00fapidos fascinoras semeiam a morte nos desertos enluarados e seres diab\u00f3licos, interplanet\u00e1rios, comandam esquisitos aparelhos, amea\u00e7ando destruir o vosso orbe! O pr\u00edncipe gentil, respeitoso, foi modernizado no her\u00f3i de trabuco \u00e0 cinta, chap\u00e9u de aba larga, a fazer farta distribui\u00e7\u00e3o de murros; o fasc\u00ednio moderno \u00e9 devido \u00e0 sua brutalidade f\u00edsica e \u00e0 sua impiedade contra os advers\u00e1rios vencidos. A fada que distribu\u00eda o &#8220;p\u00f3len&#8221; dourado das alegrias infantis transformou-se na mulher sem alma, despudorada, viciada com os corrosivos elegantes e sofisticada \u00e0s banalidades fesceninas. Os gnomos inocentes, da natureza festiva, fugiram diante dos terr\u00edveis auxiliares do her\u00f3i moderno, que s\u00e3o desonestos e semeiam intrigas e ciladas trai\u00e7oeiras. Na antiga fantasia infantil, o pr\u00edncipe generoso e leal ressuscitava Branca de Neve com um beijo de amor puro, e a feiticeira vingativa, s\u00edmbolo da maldade humana, sumia-se nas furnas dos abismos sem fim. A perversidade e a mistifica\u00e7\u00e3o eram incondicionalmente justi\u00e7adas pelo poder do Bem; a ternura exaltada e o amor glorificado. Na literatura moderna, cient\u00edfica, o gal\u00e3, como prova de masculinidade, \u00e9 v\u00edtima de histerismo e esbofeteia sua amada! O delinq\u00fcente, quando \u00e9 punido pela justi\u00e7a, j\u00e1 n\u00e3o compensa o cortejo de crimes que praticou e de v\u00edtimas que causou. A fantasia, quando firmada no sentido do Bem e da Bondade, exalta as virtudes adormecidas nas criaturas, em lugar de afrouxar os ditames da moral do esp\u00edrito; estimula \u00e0 fraternidade e \u00e0 mansuetude, predispondo o homem ao culto superior. No entanto, o cientificisnio da bomba at\u00f4mica criou as mais b\u00e1rbaras e dantescas cenas de morte! Aqui, parturientes derretiam-se com o filho, na hora de d\u00e1-lo \u00e0 luz; ali, velhinhos fatigados, na contempla\u00e7\u00e3o da natureza, convertiam-se em po\u00e7as sangrentas, nos bancos das pra\u00e7as p\u00fablicas; acol\u00e1, bandos de crian\u00e7as transfiguravam-se em pastas albumin\u00f3ides; alhures, criaturas em retorno aos seus lares deslocavam as carnes diante dos seus familiares! No fragor infernal do impacto homicida, fundiam-se a carne do sacerdote e a da crian\u00e7a, no batismo; derretia-se a m\u00e3o do cirurgi\u00e3o sobre o enfermo esperan\u00e7ado de viver; dilu\u00eda-se o lactente no seio da m\u00e3e apavorada, e a garota, aterrorizada, revia-se deformada! C\u00e9rebros geniais puderam calcular a temperatura m\u00e1xima que desencadearam essas aplica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas subordinadas \u00e0 matem\u00e1tica dos c\u00e1lculos nucleares! No entanto, para os 140.000 japoneses que se derreteram no fogo apavorante da explos\u00e3o at\u00f4mica seriam incondicionalmente melhores todos os contos fant\u00e1sticos dos mundos de fadas do que o cientificismo que lhes acarretou morte t\u00e3o horrorosa! Sob a aparente fantasia de nossas mensagens, efetuamos um convite para o reino amoroso de Jesus, assim como as hist\u00f3rias que as vovozinhas contavam, para a inf\u00e2ncia, mostravam o reino das fadas, dos gnomos e dos, pr\u00edncipes valentes, mas eram sempre leais \u00e0s virtudes nobres da alma. O convite para o Cristo \u00e9 o do acatamento aos princ\u00edpios santificantes do Evangelho, os quais s\u00e3o eternos, acima das formas liter\u00e1rias e das equa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Esses princ\u00edpios lembram as p\u00e9rolas verdadeiras, cujo valor n\u00e3o aumenta num escr\u00ednio de veludo nem se diminui na pobreza de um envolt\u00f3rio de algod\u00e3o. Mesmo quando submersas na lama, elas guardam a sua preciosidade real!<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Alguns cr\u00edticos esp\u00edritas afirmam que as vossas mensagens, embora entusiasmem pelo assunto prof\u00e9tico pelo exotismo das revela\u00e7\u00f5es, distraem os disc\u00edpulos, fazendo esquecerem a mensagem singela do Evangelho. Que nos podeis dizer a respeito? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Certos de que Deus sabe o que faz, cingimo-nos \u00e0s suas diretrizes e n\u00e3o \u00e0s dos homens. N\u00e3o opomos d\u00favida quanto \u00e0 urgente necessidade da singela evangeliza\u00e7\u00e3o da criatura terr\u00e1quea, a fim de poder enfrentar galhardamente os momentos dolorosos de que se aproxima o vosso mundo. Inegavelmente, \u00e9 melhor a purifica\u00e7\u00e3o do sentimento do que o brilho do racioc\u00ednio; que o cora\u00e7\u00e3o domine primeiro o c\u00e9rebro. Mas a pr\u00f3pria angelitude exige absoluto equil\u00edbrio entre c\u00e9rebro e cora\u00e7\u00e3o. A figura do Anjo, revelando-se na harmonia perfeita das suas asas, \u00e9 o s\u00edmbolo desse augusto bin\u00f4mio divino, em que a asa direita da sabedoria se ajusta ao completo equil\u00edbrio da asa esquerda, do sentimento purificado. S\u00f3 a sabedoria e o sentimento, completamente. desenvolvidos, \u00e9 que facultam \u00e0 alma o v\u00f4o incondicional no Cosmo. O esp\u00edrito pode evolucionar exclusivamente pelos caminhos do cora\u00e7\u00e3o, se assim preferir, mas n\u00e3o se livra de retornar \u00e0 vida f\u00edsica, a fim de obter alforria completa na educa\u00e7\u00e3o do intelecto. As mensagens que vos ofertamos est\u00e3o isentas de \u00f3dio, de mal\u00edcia ou de disc\u00f3rdia; n\u00e3o \u00e9 o seu conte\u00fado ex\u00f3tico que produz fascina\u00e7\u00f5es extempor\u00e2neas; o pr\u00f3prio momento prof\u00e9tico e entrevisto no subjetivismo do esp\u00edrito \u00e9 que desperta atra\u00e7\u00e3o para o tema &#8220;Os Tempos Chegados&#8221;. H\u00e1 que compreenderdes tamb\u00e9m que a mensagem singela do Evangelho n\u00e3o exige o retorno do homem ao primitivismo das cavernas; Jesus n\u00e3o veio destruir a Lei, mas cumpri-la. N\u00e3o vos pede que troqueis o terno de casimira pela tanga do selvagem ou o ve\u00edculo motorizado pelo carro de bois; nem vos ordena que excomungueis o conhecimento e que vos dediqueis exclusivamente \u00e0s compungidas ora\u00e7\u00f5es. Oxal\u00e1 f\u00f4sseis realmente s\u00e1bios como Jesus o \u00e9! Justamente a sua sabedoria \u00e9 que o tornava t\u00e3o compreens\u00edvel, e o seu extraordin\u00e1rio conhecimento psicol\u00f3gico \u00e9 que o fazia t\u00e3o terno. Na Terra, o ermit\u00e3o fan\u00e1tico, que foge do mundo e se recolhe \u00e0s grutas das florestas, tamb\u00e9m \u00e9 capaz de abrir o cora\u00e7\u00e3o do infiel que lhe rejeite a cartilha de devo\u00e7\u00e3o; no entanto, muitos s\u00e1bios, trajando a rigor social, renunciam \u00e0 vida para o bem da ci\u00eancia humana. Francisco de Assis, quer vestindo-se com o h\u00e1bito de frade ou pelo \u00faltimo figurino da moda, portador de um anel de grau ou simples oper\u00e1rio na limpeza das cidades, nunca se distanciaria da singeleza do Evangelho! S\u00f3 a perturba\u00e7\u00e3o \u00edntima \u00e9 que distrai do Evangelho, e muitos h\u00e1 que se perturbam at\u00e9 mesmo no exerc\u00edcio dos ensinos de Jesus.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Alguns esp\u00edritas lamentam que as vossas comunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o sigam a mesma linha de exorta\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica, sem complexidades prof\u00e9ticas, a que j\u00e1 se consagraram in\u00fameras entidades nas obras medi\u00fanicas tradicionais do Espiritismo. Referem-se a Esp\u00edritos que transmitem apenas mensagens doutrin\u00e1rias que n\u00e3o provocam celeumas, d\u00favidas, nem cont\u00eam predi\u00e7\u00f5es prematuras, mas se mant\u00eam dentro da manifesta\u00e7\u00e3o purista dos preceitos kardecistas. <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; As manifesta\u00e7\u00f5es espirituais, na vossa vida, podem obedecer a m\u00faltiplos aspectos. Assim como Buda veio para os seus eletivos, na \u00c1sia, e Jesus para os seus afins, no Ocidente, h\u00e1 profetas que s\u00f3 servem a grupos simp\u00e1ticos \u00e0 sua psicologia, como h\u00e1 determinados trabalhadores desencarnados que s\u00f3 atendem aos adeptos da doutrina esp\u00edrita. &#8220;Grande \u00e9 a seara de meu Pai e h\u00e1 nela muitos lugares para todos os trabalhadores&#8221; &#8211; afirmava o grande lider oriental. Por que motivo dever\u00e3o todos os instrutores pregar sob um mesmo e exclusivo aspecto? Uma vez que j\u00e1 existem no vosso meio entidades espirituais capacitadas e integradas na esfera da pura exorta\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica, por que motivo dever\u00edamos repetir as mesmas coisas, talvez com menor \u00eaxito? Se compreendeis realmente que Deus est\u00e1 em tudo que criou, n\u00e3o podeis separar nada dentro da sua orienta\u00e7\u00e3o divina. Que \u00e9 que interpretais como manifesta\u00e7\u00e3o &#8220;purista&#8221;, em doutrina? O que concorda com a vossa mentalidade? Aquilo que o vosso esp\u00edrito agasalha com simpatia, olvidando que o que detestais pode ser motivo de aten\u00e7\u00e3o e de prazer de outrem? Essa exclusiva preocupa\u00e7\u00e3o purista, na vida em comum, \u00e9 um capricho que pode concorrer para o separatismo, que nada tem de evang\u00e9lico. Quando sentimos realmente a magnific\u00eancia da vida que nos foi dada por Deus, sentimos tamb\u00e9m que devemos ampliar os limites de nossos purismos; folgamos, tanto com o progresso do verme no seio da terra, quanto folgamos em que a borboleta ascensione para esp\u00e9cies mais encantadoras. O servidor do Pai, inspirado pelo Evangelho, tanto admira a urtiga que fere quanto a violeta que perfuma; tanto tolera a serpente rastejante, que atende ao sagrado direito de viver, quanto admira a andorinha que corta os espa\u00e7os. Sabe que Deus n\u00e3o cometeu distra\u00e7\u00f5es na contextura dos mundos; que n\u00e3o criou &#8220;coisas ruins ou impuras&#8221; e que n\u00e3o cabe ao homem o direito de criticar supostos equ\u00edvocos do Pai! O b\u00e1lsamo, que alivia a dor, tem o seu correspondente no \u00e1cido, que cauteriza a gangrena. Eis porque n\u00e3o podemos nos cingir a um sistema \u00fanico de comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas, de modo a vos entregarmos mensagens confeccionadas especialmente para o cabide do vosso comodismo mental. N\u00e3o deveis criar a separa\u00e7\u00e3o, exigindo prefer\u00eancia exclusiva para o que vos \u00e9 simp\u00e1tico, pois, n\u00e3o existindo coisa alguma absolutamente impura, \u00e0 medida que realmente evoluirdes descobrireis os valores que se acham ocultos nas coisas consideradas in\u00fateis ou daninhas.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Podeis nos dar alguns exemplos desses valores existentes nas coisas &#8220;in\u00fateis&#8221; ou &#8220;daninhas&#8221;? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; O capim, t\u00e3o vilipendiado, a ponto de servir de figura de ret\u00f3rica para simbolizar a inutilidade, \u00e9 considerado atualmente, pela vossa ci\u00eancia, como uma das plantas que possui todas as vitaminas conhecidas, o que tem constitu\u00eddo o segredo da vigorosa nutri\u00e7\u00e3o dos animais. Na impureza do charco nasce o l\u00edrio, e no monturo nauseante esconde-se a energia que, em divino quimismo, transforma detritos em roseiral perfumado! Os detestados vermes intestinais assinalam \u00e0 crian\u00e7a a sua car\u00eancia mineral\u00f3gica e lhe indicam o alimento exato; o batr\u00e1quio repulsivo \u00e9 que sustenta a vida na lavoura; as feias lagartas geram delicadas borboletas; as minhocas s\u00e3o os humildes mineiros que abrem as galerias que servem para a renova\u00e7\u00e3o do ar destinado \u00e0s rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas da seiva vegetal no sub-solo. O mofo, ou bolor, considerado res\u00edduo anti-higi\u00eanico, \u00e9 a virtuos\u00edssima penicilina. Em nenhuma ferida em que se assenta a mosca varejeira h\u00e1 perigo de gangrena. Milhares de criaturas devem a sua cura aos t\u00f3xicos das aranhas, das cobras e dos insetos venenosos, e outras ao aproveitamento m\u00e9dico do ars\u00eanico, da cicuta ou do curare. H\u00e1 um sentido oculto, de utilidade, mesmo naquilo que vos parece revolta da Natureza: a tempestade furiosa \u00e9 a limpeza da atmosfera carregada de impurezas, e os temidos vulc\u00f5es s\u00e3o as v\u00e1lvulas de seguran\u00e7a do vosso globo, para que se equilibre a press\u00e3o interna na sa\u00edda gradual dos gases. S\u00f3 o homem &#8211; separatista por \u00edndole &#8211; \u00e9 que atribui efeitos daninhos \u00e0s coisas que n\u00e3o lhe despertam simpatias. O derrotismo da alma egoc\u00eantrica n\u00e3o lhe permite avaliar merecimentos nas experimenta\u00e7\u00f5es alheias, e ent\u00e3o se entrega sistematicamente a uma censura viva e acre. Em qualquer latitude do Cosmo, seja na regi\u00e3o celestial, seja na vida f\u00edsica ou nas regi\u00f5es infernais do Al\u00e9m, h\u00e1 um cont\u00ednuo processo de mais embelezamento e utilidade espiritual. Jesus, o esp\u00edrito sem deformidade mental, que reconhecia sempre o valor oculto que h\u00e1 em todas as coisas, considerou a prostituta como a infeliz esposa, m\u00e3e e irm\u00e3 distante dos bens da paz e da alegria verdadeira. O homem honesto e compreensivo, viajante comum da vida f\u00edsica, quando n\u00e3o lhe agradam as ofertas ou as experimenta\u00e7\u00f5es dos companheiros da mesma viagem evolutiva, segue o seu caminho e os deixa em paz. Se n\u00e3o vibra com os racioc\u00ednios novos dos companheiros, prossegue evolucionando atrav\u00e9s dos seus valores familiares, que lhe despertam inteira confian\u00e7a. As nossas mensagens n\u00e3o s\u00e3o imposi\u00e7\u00f5es, mas ofertas de boa-vontade; cada um que as prefira conforme a sua capacidade mental e o seu diapas\u00e3o espiritual, sem, entretanto, subestimar as experi\u00eancias naturais de outros seres. O homem n\u00e3o cumpre os mandamentos do Pai quando cultua s\u00f3 aquilo que lhe agrada e hostiliza sempre o que lhe \u00e9 antip\u00e1tico. Que seria do vosso orbe se os &#8220;cientistas puros&#8221;, inimigos do misticismo e dos compungimentos religiosos, resolvessem destruir todos os templos e agrupamentos espiritualistas, exterminando sacerdotes e doutrinadores? Ou, ent\u00e3o, se os mandat\u00e1rios religiosos, fan\u00e1ticos, inimigos da ci\u00eancia e remanescentes da Idade M\u00e9dia, decidissem aniquilar completamente o labor cient\u00edfico? Qual dos grupos teria mais direito e raz\u00e3o para agir? O vosso globo, em lugar de escola educativa do esp\u00edrito, tornar-se-ia um \u00e1rido deserto de id\u00e9ias e de liberdade!<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; H\u00e1 os que afirmam que as vossas mensagens perturbam os sistemas j\u00e1 consagrados pela tradi\u00e7\u00e3o esp\u00edrita, principalmente no tocante \u00e0 extensa quantidade de obras doutrin\u00e1rias, j\u00e1 produzidas por m\u00e9diuns de merecimento, podendo-se, pois, dispensar vossas comunica\u00e7\u00f5es, consideradas dissociativas. Que nos dizeis a respeito? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Qual o sentido dos &#8220;sistemas&#8221; de que falais, na tradi\u00e7\u00e3o esp\u00edrita? Podereis, porventura, provar que os sistemas criados pelos homens, embora espiritualistas ou religiosos, podem superar o sistema do Amor que ainda falta \u00e0 humanidade? Examinai e comparai a natureza dos m\u00faltiplos sistemas que pululam no vosso mundo, em todas as esferas da experimenta\u00e7\u00e3o humana, inclusive os religiosos, e vereis a sua fragilidade. V\u00f3s achais, por exemplo, que \u00e9 muito acertado o sistema de destruirdes os ratos, as baratas ou as serpentes, como animais daninhos, mas isso \u00e9 porque n\u00e3o os apreciais como quitutes em vossas mesas. Sob esse esperto pretexto, criais ent\u00e3o rigorosos &#8220;sistemas&#8221; cient\u00edficos e industriais, para com extremado carinho engordardes su\u00ednos, bois, carneiros, vitelas e aves para o cemit\u00e9rio do vosso est\u00f4mago. Considerais impuro o &#8220;sistema&#8221; de criardes ratos ou escorpi\u00f5es, mas achais higi\u00eanico e puro o de criardes galinhas, porcos e cabritos para o embelezamento nauseante de vossas mesas. No primeiro caso, \u00e9 porque detestais o rato como alimento e, no segundo, porque apreciais o porco como petisco. No entanto, se comparardes os vossos sistemas civilizados, de alimenta\u00e7\u00e3o, com os de outros povos, ser\u00e1 prov\u00e1vel que emitais acres censuras ao saberdes de ra\u00e7as cuja alimenta\u00e7\u00e3o se firma na cria\u00e7\u00e3o de ratos e de serpes! A utilidade, portanto, das coisas criadas por Deus fica subordinada \u00e0 simpatia e prefer\u00eancia de cada homem, de cada grupo, seita ou ra\u00e7a. Gostais de porcos e de bois, ou de galinhas cozidas em moderno vasilhame de press\u00e3o; recomendais, ent\u00e3o, que se ampliem os frigor\u00edficos, que se higienizem os a\u00e7ougues e que se desenvolvam as ind\u00fastrias de conservas de carnes em latas! Isto &#8220;\u00e9 bom&#8221;, porque gostais de comer, mas aquilo &#8220;n\u00e3o \u00e9 bom&#8221;, porque n\u00e3o gostais; que se destruam incondicionalmente, ent\u00e3o, os ratos, as baratas, os escorpi\u00f5es ou as cobras e tudo que vos \u00e9 antip\u00e1tico, pois que \u00e9 ruim e impuro, visto que n\u00e3o serve ao vosso paladar nem pode ornar as vossas mesas! O que apreciais est\u00e1 certo; o que detestais est\u00e1 errado. Que vos importa o sofrimento do su\u00edno na engorda album\u00ednica ou a tortura do ganso com o f\u00edgado hipertrofiado, arrastando-se pelo solo! Isto s\u00e3o apenas insignificantes detalhes de um &#8220;bom sistema&#8221; que concebestes na esperteza egoc\u00eantrica; que \u00e9 muito bom para as vossas alegrias e prazeres, embora horripilante para o porco, para o ganso e para outros animais que sacrificais. Assim raciocinais, tamb\u00e9m, quanto \u00e0s cren\u00e7as e aos sistemas religiosos ou espiritualistas; cultuais e defendeis severamente o sistema que agrada ao pr\u00f3prio paladar ps\u00edquico, mas achais impuro ou dissociativo o sistema ou o labor que n\u00e3o \u00e9 de vossa simpatia. Aquilo que n\u00e3o se afina ao vosso modo de pensar desperta-vos antipatia e quereis eliminar; o que agrada ao vosso racioc\u00ednio, erigis em &#8220;sistema&#8221; e a ele aderis com entusiasmo. Que se divulge, amplie e se dissemine pelo mundo aquilo que julgais bom, que julgais puro, que julgais certo ou verdadeiro, mas seja censurado, julgado e exterminado aquilo que julgais mau, ex\u00f3tico ou errado! Destruam-se as igrejas cat\u00f3licas &#8211; gritam os protestantes; derrubem-se os templos reformistas &#8211; bradam os clericais; quebrem-se os \u00eddolos in\u00fateis e as imagens g\u00e9lidas &#8211; exclamam os espiritistas; encarcerem-se os diab\u00f3licos &#8211; retrucam os cat\u00f3licos e os protestantes, aludindo aos espiritualistas. Combata-se o esoterismo, a ma\u00e7onaria, os teosofismos complexos ou os exotismos da Umbanda &#8211; clamam esp\u00edritas kardecistas; acabe-se com o perigo do interc\u00e2mbio esp\u00edrita com as larvas, com os elementais e os ilus\u00f3rios casc\u00f5es, de desencarnados pontificam os teosofistas e rosa-cruzes nos seus comp\u00eandios doutrin\u00e1rios! Defendem o seu &#8220;sistema&#8221; os umbandistas, afirmando que, no kardecismo, Jesus apenas faz discursos, enquanto, que na Umbanda o Mestre realmente trabalha! Ergam-se fogueiras para os positivistas, esp\u00e9cie de &#8220;S\u00e3o Tom\u00e9s&#8221;, que s\u00f3 cr\u00eaem naquilo que apalpam; acendam-se fogueiras para os espiritualistas, que s\u00f3 doutrinam sob conjecturas &#8211; gritam outros! Os sistemas que se julgam certos est\u00e3o em luta com os sistemas que julgam errados, e a confus\u00e3o aumenta, porque todos apregoam que o seu sistema \u00e9 o melhor e o \u00fanico detentor da \u00faltima verdade, quando n\u00e3o da Verdade integral! \u00c9 \u00f3bvio que a nossa presen\u00e7a pode ser dissociativa no seio de tantos &#8220;sistemas&#8221;, porquanto n\u00e3o estamos interessados em valorizar tradi\u00e7\u00f5es ou agrupamentos simp\u00e1ticos, mas apenas em insistir quanto \u00e0 urgente necessidade da ado\u00e7\u00e3o do sistema cr\u00edstico, do Amor e da Bondade, que deve reunir as simpatias gerais de todo o Universo. Esse sistema universalista, sob a \u00e9gide do Cristo, n\u00e3o exige defini\u00e7\u00f5es nem se torna dissociativo, porque n\u00e3o prega a uni\u00e3o pelos caminhos da separa\u00e7\u00e3o, nem fala de amor sob a confus\u00e3o da disc\u00f3rdia. Embora a maioria das institui\u00e7\u00f5es religiosas e espiritualistas do vosso mundo esteja de posse de extensa bibliografia doutrin\u00e1ria, obtida no esfor\u00e7o santificado do Bem, cremos que seu conte\u00fado s\u00f3 \u00e9 valioso quando vivido praticamente no &#8220;amai-vos uns aos outros&#8221;. Apenas por pregardes esta m\u00e1xima de mil modos diferentes e sobre ela tecerdes mil historietas po\u00e9ticas, n\u00e3o provareis que vos entrosastes com o sistema Cr\u00edstico mas apenas que procurais a garantia do sistema religioso particular, que adotais.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Em certa cr\u00edtica de escritor esp\u00edrita, muito credenciado na seara, fostes comparado a um Mefist\u00f3feles com o falso aparato de um anjo, a fim de enganar os incautos. Afirma-se que as vossas mensagens possuem subtilezas tais que h\u00e3o de provocar, no futuro, muita separa\u00e7\u00e3o entre os esp\u00edritas. Em face da continuidade de vossas comunica\u00e7\u00f5es, gostar\u00edamos de conhecer o vosso pensamento a esse respeito. <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Como n\u00e3o, h\u00e1 privil\u00e9gio na indesvi\u00e1vel ascens\u00e3o espiritual, e todos os filhos de Deus evolucionam para a angelitude, os anjos j\u00e1 foram os diabos de ontem; e, o que \u00e9 mais importante: o pior diabo ser\u00e1 um dia o melhor anjo. Deus, o Absoluto Criador Incriado, est\u00e1 em tudo o que criou. Em conseq\u00fc\u00eancia disso, ningu\u00e9m se perde em seu seio, e os Mefist\u00f3feles sobem, tamb\u00e9m, a infinita escadaria para a Perfei\u00e7\u00e3o. Havendo um s\u00f3 Deus eterno e bom, que prov\u00ea, imparcialmente, a felicidade de todos os seus filhos, os mefist\u00f3feles e os diabos n\u00e3o passam de &#8220;fases&#8221; letivas na escolha educacional do esp\u00edrito divino. S\u00e3o per\u00edodos experimentais em que se forjam os futuros habitantes do c\u00e9u; significam degraus entre a animal e o anjo. Mefist\u00f3feles, na realidade, \u00e9 o curso pr\u00e9-angelical que fica entre a consci\u00eancia prim\u00e1ria e a c\u00f3smica do anjo. Admitir o contr\u00e1rio seria retornar \u00e0 cren\u00e7a na velha f\u00e1bula do inferno eterno e do seu esquizofr\u00eanico Sat\u00e3 \u00e0s voltas com os caldeir\u00f5es b\u00edblicos. E como os esp\u00edritas &#8211; principalmente &#8211; n\u00e3o esposam essa teoria, que ainda faz sucesso entre os religiosos infantilizados, \u00e9 \u00f3bvio que &#8220;Mefist\u00f3feles&#8221; lhes significar\u00e1 sempre o irm\u00e3o desajustado, o velho companheiro que saiu de casa e que, quando retornar aos seus pagos divinos, tamb\u00e9m ser\u00e1 o &#8220;filho pr\u00f3digo&#8221;, da par\u00e1bola, a merecer o melhor carneiro. Supondo que somos um Mefist\u00f3feles &#8211; no engra\u00e7ado dizer do escritor atemorizado &#8211; que se disfar\u00e7a na pele de anjo para enganar os incautos, quer isso dizer que no vosso mundo existem muitos potenciais, sob id\u00eantico disfarce, pelo que deveis tomar muito cuidado e exercer severa vigil\u00e2ncia em roda de v\u00f3s, pois ser-vos-\u00e1 dif\u00edcil identific\u00e1-los no seio das paix\u00f5es comuns da humanidade. E tornam-se muit\u00edssimo perigosas as subtilezas dos Mefist\u00f3feles reencarnados, quando eles encontram afinidades entre os irm\u00e3os incautos. Lembram gotas d&#8217;\u00e1gua na terra ressequida da separa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<b>PERGUNTA:<\/b> &#8211; Outra cr\u00edtica insistente classifica-vos de lobo vestido de ovelha; diz que sois um dos &#8220;falsos Profetas&#8221; anunciados pela B\u00edblia; um dos &#8220;Esp\u00edritos in\u00edquos&#8221; mencionados por Jesus. Qual a vossa resposta? <\/p>\n<p><b>RAMATIS:<\/b> &#8211; Na figura desse lobo vestido de ovelha ou do falso profeta b\u00edblico, queremos deixar-vos, ent\u00e3o, a seguinte mensagem mefistof\u00e9lica: &#8211; Antes de irdes ao vosso centro, loja, cen\u00e1culo, igreja, templo, terreiro ou institui\u00e7\u00e3o inici\u00e1tica, reconciliai-vos com os vossos inimigos; antes da prece recitada em p\u00fablico, lamuriosa e po\u00e9tica, dedicai-vos t\u00e3o abnegadamente aos vossos irm\u00e3os necessitados, de modo tal que nem vos sobeje tempo para orardes. N\u00e3o julgueis a embriaguez do irm\u00e3o sem lar e sem \u00e2nimo para viver, mas estendei-lhe as m\u00e3os fraternalmente; abandonai o vosso ve\u00edculo car\u00edssimo e luxuoso, at\u00e9 que o infeliz aleijado do vosso caminho tenha o seu carrinho de rodas. Reduzi a quantidade excessiva de ternos, que possu\u00eds, para que possais vestir alguns maltrapilhos da vizinhan\u00e7a; diminu\u00ed o u\u00edsque e as compotas da vossa adega, para que sobre p\u00e3o ao faminto e vitaminas para a crian\u00e7a an\u00eamica; economizai no gasto da boate, para socorrerdes a infeliz lavadeira que precisa de descanso, a parturiente que pede fortificante ou o oper\u00e1rio desvalido que n\u00e3o cobre com o seu sal\u00e1rio as suas despesas mensais. Buscai coloca\u00e7\u00e3o para o desamparado e para a jovem dom\u00e9stica que luta com dificuldades financeiras; providencial medicamento para o doente deserdado e livro para o estudante pobre. N\u00e3o temais a ab\u00f3bada da igreja cat\u00f3lica, as colunas do templo protestante, o esfor\u00e7o do esoterista, a reuni\u00e3o do teosofista, o experimento do umbandista, as li\u00e7\u00f5es da Yoga ou a cantoria dos salvacionistas. Concorrei \u00e0 lista para os pobres de todas as religi\u00f5es, sem exclusivismo para com a vossa seita; atendei ao esfor\u00e7o do irm\u00e3o que vos oferece a B\u00edblia em lugar do livro fescenino e auxiliai a divulga\u00e7\u00e3o da revista religiosa que vos recorda Jesus; rejubilai-vos diante do labor doutrin\u00e1rio adverso ao vosso modo de entender, mas que coopera para a melhoria do homem. Aprendei que a doutrina \u00e9 sempre um &#8220;meio&#8221; e n\u00e3o um &#8220;fim&#8221;. O Espiritismo \u00e9 maravilhosa revela\u00e7\u00e3o da imortalidade da alma; convite divino para que o homem modifique a sua conduta desregrada e assuma a responsabilidade da vida espiritual; mas, acima de tudo, que se cumpra a universalidade do Cristo, antes que o separatismo de seitas. E que &#8220;vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei&#8221; seja o compromisso incessante a que deveis atender, porque nunca podereis pregar a uni\u00e3o sob a exclusividade religiosa. Podeis afirmar que estais com a melhor doutrina, mas isto \u00e9 apenas uma opini\u00e3o humana, com a qual pode discordar a opini\u00e3o cr\u00edstica. A melhor doutrina \u00e9, ainda, o amor pregado por Jesus, doutrina que n\u00e3o possui postulados ou diretrizes tipografadas fora do cora\u00e7\u00e3o! Se assim fizerdes, asseguramos-vos que estareis livres do imenso perigo dos &#8220;lobos vestidos de ovelhas&#8221;, dos &#8220;falsos profetas&#8221;, dos mefist\u00f3feles com apar\u00eancia evang\u00e9lica ou dos &#8220;Esp\u00edritos in\u00edquos&#8221; preditos na B\u00edblia. Se eles vos conduzem ao erro e \u00e0 iniq\u00fcidade, tornar-se-\u00e3o inofensivos, em virtude de n\u00e3o encontrarem em v\u00f3s pr\u00f3prios as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para implantarem em v\u00f3s a iniq\u00fcidade e o separatismo.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As nossas mensagens n\u00e3o s\u00e3o imposi\u00e7\u00f5es, mas ofertas de boa-vontade; cada um que as prefira conforme a sua capacidade mental e o seu diapas\u00e3o espiritual, sem, entretanto, subestimar as experi\u00eancias naturais de outros seres. 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